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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Desemprego em julho é o menor para o mês desde 2002, aponta IBGE

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A taxa de desocupação no país ficou em 8,1% em julho, conforme informou nesta quinta-feira (21) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor já registrado em um mês de julho desde março de 2002, quando foi iniciada a série história da Pesquisa Mensal de Emprego. De acordo com o levantamento do IBGE, a taxa sofreu leve alta em relação a junho (7,8%), mas caiu 1,4 ponto percentual na comparação com julho de 2007 (9,5%).

O levantamento indica ainda que o número de trabalhadores com carteira assinada no país registrou em julho um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 9,5 milhões de brasileiros. O resultado mostra o maior percentual de trabalhadores em situação formal já verificado em um mês de julho (43,8%).

Ainda nesse tipo de comparação, o contingente de desocupados (1,9 milhão) recuou 12,3%, enquanto a população ocupada (21,7 milhões) cresceu 4%, tendo sido criados aproximadamente 836 mil postos de trabalho no período. Também houve alta de 3,0% no rendimento médio dos trabalhadores (R$ 1.224,40).

Já em relação ao mês de junho, a pesquisa do IBGE revela que ficaram estáveis a população ocupada, a população desocupada e o rendimento médio dos trabalhadores.

Entre as regiões, foram observadas altas na taxa de desocupação na comparação mensal em Recife (de 8,5% para 10,1%) e Rio de Janeiro (de 6,6% para 7,3%). Em relação a julho de 2007, houve quedas em Recife (-2,5 pontos percentuais), Salvador (-2,4 pontos percentuais), São Paulo (-2,0 pontos percentuais) e Porto Alegre (-1,5 ponto percentual).

Agência Brasil

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

CUT lança conjunto de propostas dos trabalhadores para as Eleições 2008

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A CUT Nacional realizou nesta terça-feira (15) o lançamento da “Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições 2008″, um conjunto de propostas com as quais a Central pretende influenciar na escolha de prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras em todo o país. A idéia é pressionar candidatos a se comprometerem com a Plataforma e orientar a base dos sindicatos a não votar naqueles que se recusarem.

A ação foi planejada durante a Jornada Pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho, série de debates que percorreu o país no ano passado com o objetivo de analisar as necessidades econômicas e sociais das diferentes regiões para, em seguida, elaborar planos de desenvolvimento e superação das desigualdades a partir da ação sindical. A Plataforma será lançada durante o Seminário de Organização Sindical/OLT, que a CUT realiza entre os dias 15 e 17 de julho, em São Paulo.

“São essas propostas que desenvolvemos durante a Jornada que compõem a Plataforma. Vamos para além do diagnóstico e apresentamos projetos”, diz Artur Henrique, presidente da CUT. “Nossa ação política para influenciar nas eleições municipais é estratégica para a consolidação de nossas bandeiras sindicais. A realidade dos trabalhadores e a qualidade de nossas vidas passa necessariamente pelas prefeituras”, diz.

Artur também acredita que o envolvimento dos sindicatos nas campanhas municipais deve servir de estímulo à participação política. “Precisamos renovar a disposição da luta, tanto quanto precisamos renovar a própria política e suas práticas. Esses são outros objetivos da Plataforma da Classe Trabalhadora”, afirma. A entrega da Plataforma aos candidatos devem ser atos políticos que dialoguem com o eleitorado local.

Para Rosane da Silva, secretária nacional sobre a Mulher Trabalhadora e uma das coordenadoras da Jornada pelo Desenvolvimento, as eleições 2008 representam mais um momento para a CUT reafirmar qual o modelo de desenvolvimento que quer para o Brasil. “Se não tiver desenvolvimento local, nada feito”, diz. “E não falamos aqui de apenas crescimento. O fato de o Brasil não ter um projeto de desenvolvimento que priorize de maneira clara a valorização dos trabalhadores e a distribuição de renda nos torna reféns de cada uma das crises cíclicas internacionais, como esta que observamos agora com os alimentos. Para enfrentar essas crises, acabamos sempre recorrendo ao modelo macroeconômico que gera as crises, a exemplo dessa política de juros altos e freio ao crescimento acelerado”, analisa Rosane.
Inflação

Também inserida no contexto do desenvolvimento com distribuição de renda e enfrentamento da crise de alimentos que pressiona a inflação, a CUT vai iniciar em agosto uma série de encontros nas 27 capitais para apresentar e debater um estudo do Dieese. Feito a pedido da CUT, o estudo analisa as diversas variáveis das pressões inflacionárias atuais e aponta formas de atuação do movimento sindical para enfrentá-las e garantir o poder de compra dos salários.

Artur já adianta algumas das ações propostas: “Continuar lutando, nas campanhas salariais do segundo semestre, por aumentos reais de salário e por formas de distribuição dos imensos ganhos de produtividade da economia como um todo. Além disso, com a certeza de que os alimentos sofrem de fato uma elevação significativa de preços, lutar por aumentos consistentes nos benefícios ligados à alimentação, como cestas básicas e tíquetes-refeição”.
CUT (www.cut.org.br)

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sábado, 12 de julho de 2008

Líder do PT condena tentativa de criminalização dos movimentos sociais

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Líder do PT condena tentativa de criminalização dos movimentos sociais

O líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), manifestou nesta quarta-feira (9) preocupação com a tentativa de alguns setores do Estado brasileiro de tentar criminalizar os movimentos sociais, adotando uma “prática antipopular e antidemocrática”. O líder referiu-se especificamente à tentativa do Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul de “dissolver” o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em uma ata firmada em dezembro passado na qual também decidiu censurar obras de autores consagrados como Paulo Freire e Florestan Fernandes. “A ata do MP gaúcho é uma demonstração de tudo que um órgão de Estado não pode fazer, pois contém preconceito e tentativa de criminalização de um movimento social”, disse.
A afirmação de Rands foi feita ao participar de audiência promovida pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados (CLP) para debater sucessivas demonstrações de criminalização dos movimentos sociais e de seus dirigentes. Para Rands, iniciativas como a do MP gaúcho atingem não só as forças de esquerda, mas todas as correntes políticas comprometidas com a democracia. “Ninguém pode ficar inerte diante dessas manifestações autoritárias” alertou o líder do PT. “As forças democráticas não podem manter silêncio diante de tentativas de politização” do Judiciário, e diante da “reedição de intolerância da época dos governos militares”.
Reacionários

Na avaliação de Rands, foi graças às forças dos movimentos sociais que o Brasil passou por mudanças que resultaram na própria eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na adoção de políticas para redução das diferenças sociais e de estímulo à distribuição de renda. “A democracia não pode ser apenas formal, com representação do Parlamento- é preciso aprofundá-la, disse o líder, que conclamou os movimentos sociais a darem “um basta aos reacionários”.

A audiência pública foi iniciativa do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), que tem denunciado ataques aos movimentos sociais de toda ordem, em todo o País. Para a entidade, diferentes movimentos estão respondendo a processos judiciais e ainda são desqualificados publicamente. Se antes havia repressão pura e simples, agora setores do Estado respondem com a utilização da judicialização indevida e buscam institucionalizar e dar legitimidade a esta criminalização, diz o MNDH. “Todo esse conjunto de situações trouxe para dentro dos poderes públicos a versão de que Movimentos e suas lideranças cometem crimes, colocando assim claramente a sociedade contra os Movimentos Sociais”.

O presidente da CLP, Adão Pretto (PT-RS) disse que a audiência pública foi muito produtiva. “Pudemos debater diversas faces da tentativa de criminalizar os movimentos sociais. São os movimentos sociais que fazem com que a democracia neste País seja de fato institucionalizada. Não podemos permitir que forças conservadoras que estão infiltradas dentro de órgãos de Estado, como é o caso dos promotores do MP do Rio Grande do Sul, rasguem a nossa Constituição ” . Segundo ele, o retrocesso não ocorre apenas no RS, mas em todo o País.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi,
também se associou à preocupação com a onda de criminalização dos movimentos sociais. Para ele, a ata do MP gaúcho foi “uma nota acima” e precisa ser contestada, eventualmente no Conselho Nacional do Ministério Público. Porém, lembrou que é preciso haver cautela, pois no âmbito do Ministério Público há muitos funcionários ligados à defesa dos direitos humanos. “É preciso separar o joio do trigo”. Para ele, uma possível explicação para o episódio seria a tentativa de eleger um inimigo externo para reaglutinar as forças de apoio ao governo do Rio Grande do Sul (PSDB e Ex-PFL, atual DEM) , que se enfrenta uma crise institucional sem precedentes.

Vanucchi disse que cabe aos poderes da República zelar pelo respeito aos direitos humanos, sem repetir o pensamento e práticas da Primeira República do País, na qual a questão social era encarada como caso de polícia. “Os movimentos sociais são os pilares da democracia”, disse.

Na reunião participaram integrantes de diferentes movimentos sociais, diversas entidades religiosas e de classe, tais como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB) e parlamentares do PT.

Agência Informes (www.ptnacamara.org.br)

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